quinta-feira, junho 18, 2009

No rastro da ferrovia do Porto Sul

Obras da Leste-Oeste começam por Ilhéus
em novembro, logo após a liberação da licença ambiental, prevista para os próximos 70 dias. Foi o que informou o presidente da Valec, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela obra, José Francisco das Neves. trem de carga
      O trecho da ferrovia, que ligará as cidades de Ilhéus, Caetité e Barreiras, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, foi apresentado pela empresa, que demonstrou a otimização no escoamento da produção.
      No território baiano, a maior parte do trecho passará pelo município de São Desidério, maior produtor de algodão e de grãos do Brasil. Segundo Neves, a Ferrovia de Integração Leste-Oeste contribuirá no escoamento da produção de todo o trecho.
      Isto significa cargas de ferro, grãos e farelos, álcool, açúcar e algodão, com destaque para o agronegócio do oeste baiano e as jazidas minerais da área de Caetité. Sua implantação terá impacto significativo no desenvolvimento econômico do estado da Bahia.
      Segundo o governador Jaques Wagner, entre as vantagens previstas com a construção da FILO para a Bahia estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos e o aumento da competitividade do agronegócio.
      Também haverá a possibilidade de implantação de novos pólos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional. Além do escoamento da produção regional, a ferrovia deve gerar cerca de 30 mil empregos diretos.
      Estudos
      O investimento previsto é de cerca de R$ 6 bilhões e ele já está no orçamento federal. Seu traçado é resultado de uma discussão com toda a equipe de governo e da observação de elementos importantes, como reservas indígenas, detalhes técnicos e ambientais.
      A previsão é que a conclusão do primeiro trecho, Ilhéus a Caetité, aconteça em julho de 2011; do segundo, de Caetité a Correntina/Barreiras, em julho de 2012; e do terceiro, de Correntina/Barreiras a Figueirópolis (TO), em dezembro de 2012.
      No rastro da ferrovia, o Oeste terá mais uma universidade federal e já está em construção a BR 135, que corta Barreiras no eixo Norte-Sul e liga a divisa Bahia/Minas Gerais até a divisa com o Piauí.
      Outro benefício da ferrovia será o aumento da segurança e a redução dos gastos em manutenção de rodovias. Os excessos de carga das carretas que descem com a soja do Oeste para os portos, por exemplo, passarão a ser levados de trem.


http://www2.uol.com.br/aregiao/bahia.htm
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Leia mais neste blog pesquisando Porto Sul

Pragas no mar

Um perigoso sol submarino

suncoral217.jpg










 
 
 
Se você gosta de mergulhar e mora no sudeste, provavelmente você já esteve em Ilha Grande (RJ). Até umas semanas atrás, não era meu caso, mas decidi que já era hora de corrigir esse erro imperdoável e lá fui eu.Saí com um barco até o local de mergulho. O tempo estava ótimo, não chovia fazia algum tempo e o mar estava uma piscina, o que ajudou a ver direito a incrível fauna marinha. Além dos inevitáveis sargentinhos - um peixe nada tímido e bem comum por aqui, com listras verticais - vi moreias, tartarugas, peixes-borboleta e muitos corais.

E, entre esses corais coloridos, um parecia onipresente. Geralmente amarelo, o coral-sol (do gênero Tubastraea) forma colônias circulares com uns 15 cm ou mais de diâmetro, com pólipos filamentosos que só se abrem na escuridão. Como na foto aí em cima.

São lindos, e eu quis saber mais a respeito deles. Qual não foi minha surpresa quando descobri, com o biólogo dono do barco, que esse ser vivo na verdade é uma praga que está rapidamente se espalhando pelos melhores locais de mergulho do sudeste, especialmente Ilha Grande.

Ele me contou que o coral-sol, natural do Indo-Pacífico, surgiu na região há alguns anos trazido pelos navios vindos de oceanos distantes. Durante a navegação, o navio carrega dentro de si litros e litros de água que servem para estabilizá-lo em determinadas condições - a chamada água de lastro. Dentro dessa água, coletada às vezes a milhares de quilômetros do Brasil, também são transportados espécies locais. Ao soltar a água no litoral brasileiro, essas espécies encontraram uma nova fronteira para proliferarem - e muito. Há outras hipóteses para o surgimento desse "estrangeiro", que começou a ser registrado no litoral brasileiro na década de 80. Biólogos acreditam que eles podem ter vindo parar aqui ao se fixarem no casco de navios, por exemplo.

O coral-sol, que se reproduz bem rápido, compete diretamente com espécies nativas de coral, entre elas o coral-cérebro (Mussismilia hispida), que só existe na costa brasileira. O dono do barco disse que há projetos para remover eles manualmente, em mutirões. Há, por exemplo, uma iniciativa interessante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ainda assim, meu amigo disse que, como morador de Ilha Grande, acha que esses projetos ainda são muito tímidos. Terminamos a conversa com eu falando a ele que tinha um aquário de água salgada em São Paulo e ele me incentivando a arrancar uns corais-sol para levar para casa. Daria muito trabalho e desisti.

De volta à capital paulista, fiquei pensando na sugestão do biólogo e fui à minha loja de aquários favorita procurar um coral-sol para comprar. Encontrei. Mas aí, desisti de levar, absolutamente inconformado com o preço: R$ 75 por uma mudinha pequena, US$ 380 por uma grande. Aquarismo marinho é um hobby bem caro, mas cobrar isso por uma praga me pareceu uma piada. Aí o vendedor explicou: "Esses aí não são nacionais. O Ibama proíbe a venda de corais nacionais. Esses são importados."

Por incrível que pareça, até hoje o não tem uma lista nacional de espécies exóticas e invasoras. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, já produziram suas relações. No seu site, o Ministério do Meio Ambiente admite que "as informações relacionadas a este tema são, ainda, incipientes", mas anunciou o início de um "amplo e efetivo programa voltado às espécies exóticas invasoras". Depois, em uma conversa por telefone com um representante do Ministério, descobri que um diagnóstico nacional de espécies invasoras está para ser publicado nos próximos meses.

A importância de se ter esse diagnóstico é clara: em muitos casos as pessoas nem sabem que uma espécie é invasora e pode ser na verdade uma ameaça. Aliás, muitas pessoas, pensando na preservação do meio ambiente, defendem com unhas e dentes que as pessoas não pesquem, não caçem, não coletem nem vendam espécies que encontram na natureza. Mas veja o caso do coral-sol. Saber quais espécies são "alienígenas" também permite a formulação de estratégias para evitar que proliferem.

Cientistas dizem que o mundo perdeu 19% de seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer nas próximas duas décadas. Neste ano, pela primeira vez, o relatório Status dos Recifes de Mundo, da Rede Mundial de Monitoramento de recifes de Coral, dedicou ao Brasil um capítulo especial. O documento destaca como os corais brasileiros estão em perigo devido à poluição, a sedimentos e doenças. Com o coral-sol, e outras espécies invasoras, esse perigo à rica fauna marinha brasileira está cada vez maior.Rafael Gomez

Leia na BBC

O fim do Túnel da Luz  A batalha do gelo "Como matar uma foca" Entrando nos trilhos Sem xampu pela natureza?

O que sobrou da Mata Atlântica nos Sul da Bahia

Una e Itacaré têm a maior área de Mata Atlântica no sul da Bahia, considerando a extensão dos municípios. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que Una preserva 35% de remanescentes da Mata Atlântica no município, seguido de Itacaré, que conserva 31%. 
O primeiro município possui uma área de 39.967 hectares sem desmatamento. Além disso, tem 167 hectares de restinga e 575 hectares de mangue.
 
 Em Itacaré estão 22.375 hectares de mata nativa, 573 hectares de restinga e 939 hectares de mangue

 Ilhéus vem em seguida, com 23% de sua área coberta pela Mata Atlântica. Ela possui ainda 39.538 hectares de remanescentes florestas, 1.916 hectares de restinga e 722 hectares de mangue. 
Em Canavieiras ainda existem 20% da mata nativa, o que representa 21.435 hectares de área de remanescentes. O município também tem 1.408 hectares de restinga e 4.358 hectares de mangue.
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Itabuna e Itajuípe perderam toda sua Mata Atlântica e estão entre os municípios mais devastados do sul da Bahia. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Fundação SOS Mata Atlântica revelam que a região cacaueira vem enfrentando um processo de desmatamento acelerado.  A retirada ilegal de madeira e as queimadas nas áreas ocorrem a todo vapor. Há localidades em que não existem mais remanescentes dos originais da Mata Atlântica. 
ntre os municípios que estão totalmente "pelados" estão Itabuna, Itajuípe, Barro Preto, Arataca, São José da Vitória e Buerarema.
Do A Região

Complexo Porto Sul na Bahia

Agora, 5 anos depois, novamente vejo a sociedade hipnotizada por um projeto que é a "redenção" da Região. Vejam que o Governo agora envolve a Região e fico  assistindo o nosso dinheiro sendo gasto com peças promocionais, mostrando inverdades, provocando uma febre em quem não se permite enxergar o que é óbvio. Ao menos se permitam ler e por favor não cometamos mais um drástico erro.Você que é um cidadão consciente, por favor leia e se questionar, nos questionar, conclua conscientemente, mas esteja aberto para conhecer um pouco do trabalho que estamos desenvolvendo, com nossas pesquisas e acompanhando cada passo. Nosso movimento foi dividido em grupos que estudaram cada item e por isso quero agradecer a contribuição de cada um, que mesmo estando fisicamente longe da nossa cidade, trouxe tão valiosas contribuições. Obrigada a todos, pois sem equipe não vamos a lugar nenhum.

Desde dezembro de 2007, estamos acompanhando todo o movimento do Governo do Estado com o Projeto Porto Sul, o que no início era negado, logo depois apresentado em Ilhéus como a redenção para a Bahia, com a interligação na Norte-Sul e além do ferro também seriam escoados produtos do Oeste Baiano. Foram iniciadas as idas e vindas de Consultores, ora contratados pela Bahia Mineração que agora é BAMIN, ora contratados pelo Governo do Estado e recebemos todos e para eles, passamos todas as informações que acreditávamos ser importantes para ratificar tudo que dizíamos (Comprovado cientificamente). O Governo avançava e a cada visita na cidade de Ilhéus, diziam ser aquela visita a primeira e o ponto inicial do diálogo. Para nossa surpresa, mesmo depois de criticarmos esta fala, do dia 08 de maio, agora dia 9 de junho, novamente ouvimos que esta é a primeira vez e que estamos iniciando o diálogo!!! Um ano de três meses depois, o Governo pelos seus representantes assumem que no início realmente era apenas a Bahia Mineração que seria beneficiada, mas agora existem outras empresas e continuamos sabendo ainda,  apenas da, agora, BAMIN.

Temos pesquisado bastante e assistido o Governo com o nosso dinheiro, patrocinar um empreendimento que:

1 – Irá transpor do Rio São Francisco 31.430.880,0 m3., conforme outorga preventiva concedida pela ANA, através da RESOLUÇÃO No 520, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2007.  Assim, será construído um mineroduto de Malhada até Caetité, o que inicialmente era até Ilhéus.

-          996,67 litros / segundo

-          86.112 m³ / dia

-          31.430.880,0 m³ anuais transformados em lama com rejeitos de ferro;

-          R$108.750.844,80/ano durante 11 anos serão R$1.196.259.292,80

*Se todo habitante do município de Ilhéus tivesse água tratada, seriam consumidos anualmente 16.060.000m³/ano, ou seja, a metade do que será jogado fora.

2 – A exploração de minério está sujeita ao CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de recursos Minerais).Do valor arrecadado, 2% para o FNDCT – Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico e 10% Ministério das Minas e Energias, que repassará integralmente  para o  DNPM – Depto. Nacional de Produção Mineral, que repassará 2% IBAMA- Para proteção ambiental nas regiões mineradoras. O CFEM para minério de ferro é de 2% sobre o faturamento líquido resultante da venda. Essa alíquota será distribuída em: 23% Estado e Distrito Federal e 65% para Municípios

Apenas para ilustrar o quanto fica rico um município com extração de suas riquezas, pesquisamos que a extração de minério de Caetité em 2006 foi de R$328.150,56, dos quais 2,48% foi destinado ao município, ou seja, R$8.138,13.

Esta compensação financeira, no entanto, é para os municípios onde está situada a exploração. Neste caso, Ilhéus não será beneficiada em nada.

Fonte: SEPLAN

3 – A mina tem inicialmente 1,1bilhão de toneladas e vai durar cerca de 25 anos em apresentação feita para vários públicos na Região de Caetité e de Ilhéus. Hoje, no site da mesma BAMIN, encontramos a informação de que a reserva estimada de 470 milhões de toneladas, ou seja, 11,2 anos, exportando 25 milhões/ton/ano como ainda afirma;

4 – O Governo através da VALEC, empresa estatal, será responsável pela construção do primeiro trecho (Ilhéus – Itacaré) e o investimento anunciado inicialmente como 2,8bilhões, agora é anunciado como sendo da ordem de 4 e 6 bilhões;

5 – O Governo tornou de utilidade pública para fins de desapropriação, uma área de 1.771 hectares. O valor do hectare naquela área estava avaliado em R$20.000,00, temos um total de R$35.420.000,00 (área sem benfeitoria), dos quais está reservado para a BAMIN 200 hectares, que equivale a 4 milhões de reais. Este era o valor cobrado para quem quisesse investir naquela área antes de anunciado o Complexo Porto Sul;

6 – Considerando que aquela área está inserida numa APA, a Legislação exige que após ser abatido da área total, as APPs (Áreas de Preservação Permanente) 20%  de Reserva Legal, só poderá ser construída área de 20% do que restou, obedecendo o pé direito de 7,5 m. No entanto, o Governo anuncia que estará utilizando APENAS 60% da área;

7 – O povoado de Ponta da Tulha tem 15 hectares e estará ao lado de uma área que terá destinado 80 hectares para depósito de minério de ferro à céu aberto e sabemos que o pó é levado pelos ventos num raio de 34 km, atingindo assim toda a Região com partículas deste minérios sendo aspiradas pelos Seres Humanos que nela habitam, trazendo sérias conseqüências para a saúde de toda essa gente. Se a BAMIN vai aspergir água nas pilhas de minério, é necessário sabermos de onde será captada essa água e como ela volta para o lençol freático;

8 – Fazendo a analogia correta, buscamos estudar a situação dos municípios brasileiros que têm este mesmo modelo econômico, agora proposto pelo Governo da Bahia, para a Região Sul, que até então sonhava com investimentos prometidos no Turismo, na Lavoura Cacaueira, no Pólo de Informática,etc. A resposta era já esperada e postamos no nosso site o resultado desta pesquisa feita com a Ferrovia Carajás, que liga Parauapebas no Pará até o Porto de Itaqui em São Luiz no Maranhão, tendo 3 paradas, nas cidades de: Marabá-PA, Açailândia-MA e Santa Inês-MA, as quais, ao longo de pelo menos 20 anos, não conseguiram eliminar os miseráveis que são na média 20% nas cidades estudadas. Concluímos que a exploração das nossas riquezas e que a industrialização não resolveram o problema da desigualdade social. Então, o discurso do Governo fica esvaziado neste sentido, pois estaremos perdendo nossa riqueza maior que são os recursos naturais, escassos e finitos por uma ilusão.

9 – Em resumo, nós estaremos pagando para a BAMIN tirar nossas riquezas e exportar, inicialmente:

           - R$1.196.259.292,80 – Doação de água para lavar o minério de ferro em Caetité do nosso querido Velho Chico, durante pelo menos 11 anos;

            - R$4.000.000.000,00 – Construção da Ferrovia;

            - R$1.000.000,00 – Doação de 200 hectares na área mais nobre em biodiversidade do município, numa praia lindíssima para construir o seu retroporto

10 – O mais interessante de tudo isso, é que somos conclamados a aplaudir a BAMIN que permitirá ao Governo, utilizar o seu terminal privativo. Não temos um Porto Público e sim um RETROPORTO PÚBLICO. Então, o nome do empreendimento é COMPLEXO RETROPORTO SUL. Assim o Governo está conseguindo caracterizar como de interesse público uma Ferrovia (que será realizado leilão para a sub concessão por um período de 30 anos) e um retroporto (para o qual também será realizada uma concessão de 30 anos). O Governo diz que as obras dos equipamentos serão feitas simultaneamente, mas na transparência do mesmo Governo, não entendemos isso, já que ainda em fase de Editais, muitos sequer tiveram empresas vencedoras, como é o caso do Edital para contratação de empresa que elaborará o Termo de Referencia para o EIA/RIMA do Porto (Governo ou a BAMIN), o Edital do EIA/RIMA do aeroporto não compareceu nenhuma empresa. No entanto, anunciam que as obras iniciam agora no segundo semestre.

Depois de tanto que pesquiso e leio, depois de ouvir atentamente os representantes virem aqui 5 vezes falar e se permitirem ouvir algumas falas,concluo que este empreendimento está mais para CONFUSO que para DIFUSO o seu real interesse.

Maria do Socorro Mendonça   

Leia abaixo no Movimento Ação Ilhéus

Complexo Porto Sul

 
 
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Hilda Molina Yo soy hoy libre, muy libre, con esa libertad propia que Dios concede a cada ser humano.

Após 15 anos Hilda Molina tem permissão para sair de Cuba e reencontrar a família que não vê há 15 anos
 
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Leia mais no Dois em Cena
 

terça-feira, junho 16, 2009

CAMPANHA CRACK NEM PENSAR

Não ao crack!

Grupo RBS lança bandeira de guerra contra um inimigo terrível, que escraviza pessoas, destrói famílias, degrada a juventude, estimula o crime e provoca mortes

Pela forma de uso, o crack é mais potente do que qualquer outra droga e provoca dependência desde a primeira pedra. A droga é de fácil acesso, sem cheiro, de efeito imediato e aprisiona pacientes e seus familiares.

O baixo custo da pedra – em torno de R$ 5 – revela-se ilusório. Empurrado para o precipício da fissura, o dependente precisa fumar 20, 30 vezes por dia. Desfaz-se de todos os bens, furta de familiares e amigos e, por fim, começa a cometer crimes.

O que é

A pedra de crack é produzida com a mistura de cocaína e bicarbonato de sódio ou amônia. Sua forma sólida permite que seja fumada.

Como é o uso

O usuário queima a pedra de crack em cachimbo e aspira a fumaça. O crack também é misturado a cigarros de maconha, chamados de piticos.

O efeito

O crack chega ao cérebro em oito a 12 segundos e provoca intensa euforia e autoconfiança. Essa sensação persiste por cinco a 10 minutos. Para comparar: ao ser cheirada, a cocaína em pó leva de 10 a 15 minutos para começar a fazer efeito.

A dependência

A fumaça do crack atinge rapidamente o pulmão, entra na corrente sanguínea e chega ao cérebro. É a forma de uso, não a composição, que torna a pedra mais potente.

Pesadelo sem fim
Vício não tem cura

Para não recair, a força de vontade e o apoio famílias são essenciais.

Por que 90% recaem no crack

Sem sentir prazer por nada, o usuário passa a viver em função da droga.

Leia mais sobre a Campanha no Zero Hora

segunda-feira, junho 15, 2009

A saga do cacau e o Festival de Chocolate na Bahia

A saga do cacau e o Festival de Chocolate

Escrito por Eduardo Athayde

A festa que começa esta semana em Ilhéus, tímida e despretenciosa, revela a importância do investimento na mudança cultural de uma sociedade. Dificuldades, embates e incompreensões do passado parecem hoje contar a historia do nosso futuro. A partir deste I Festival de Chocolate, realizado entre 10 e 13 de junho, em Ilhéus, a geração de cacauicultores que resiste ao descaso com que a rica região cacaueira da Mata Atlântica é tratada, envia sinais de alerta e novo comando para o mercado, animando as gerações presentes e futuras. O cacau que ainda deixa as fazendas sem certidão de nascimento, viaja sem carteira de identidade e atravessa os oceanos sem passaporte, tem dias contados. A ordem é registrar a origem, mostrando para o Brasil e para o mundo, as riquezas do local onde o cacau da Mata Atlantica é cultivado em ambiente de alta biodiversidade, exigindo respeito e reverência ao ambiente preservado, agregando valores localmente, atraindo atenções e novas rendas.
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Com tanta coisa acontecendo, Danielle Mitterrand, viúva do ex-presidente François Mitterrand, primeira dama da França por 16 anos, presidente da Fundação France Libertés e parceira do WWI, foi a Ilhéus em abril de 2009. Apaixonada pelo chocolate da Mata Atlântica visitou a Ceplac acompanhada do diretor geral Jay Wallace, do presidente da Associação dos Cacauicultores, Henrique Almeida, e foi recebida pelo governador Jaques Wagner, em Itabuna.
De volta a França, madame Mitterrand, uma das mulheres mais poderosas do mundo e a mais nova "garota propaganda" da Floresta de Chocolate, formadora de opinião, levou os chocolates produzidos na Ceplac - o melhor que já havia provado, segundo declarações feitas a imprensa. Nas palestras que faz pelo mundo passará a contar como a gente da Mata Atlântica está reconsiderando as suas riquezas, garimpando o ouro do cacau.

O Festival de Chocolate

A Floresta de Chocolate, que avança na sua organização, pode aproveitar o exemplo de cidades como Nova Iorque e Paris, que distribuem catálogos das suas lojas de chocolate, e publicar um guia das Fazendas de Chocolate, organizando e fortalecendo a oferta de produtos e serviços de uma cadeia produtiva de econegócios que aprende a agregar os valores dos seus ativos, apropriando rendas e usufruindo da inteligência das classes organizadas.
Enquanto nos organizamos por aqui, o Festival de Chocolate de Gramado continua a levar todos os anos cerca de 200 mil turistas para a serra gaúcha - onde não tem pé de cacau -, que gastam uma media de 250 reais por visitante/dia entre estadia, alimentação e outros dispêndios, despejando R$ 50 milhões de recursos novos na economia local, em uma semana.
Quanto será que a economia cacaueira, abraçando o princípios do econegócios poderá atrair em rendas novas, com inovação, ciência, tecnologias; infra-estrutura de rodovias, porto e aeroporto; e mais, a cultura do cacau, as belezas naturais, as praias, os princípios ativos das plantas e o imaginário de Jorge Amado, divulgado pelos quatro cantos do mundo em mais de 40 idiomas? Isso tudo pode ser respondido por pessoas reunidas, trocando informações e construindo inteligência nova em eventos como Festival de Chocolate da Mata Atlântica.

A saga do cacau e o Festival de Chocolate

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil www.worldwatch.org.br.


Na integra no AçãoIlhéus